
Cartaz de show de Ary Domingues e sua irmã, Hilda Domingues, datado de 1994.Meu entrevistado foi o músico Ary Domingues, de 57 anos, morador de Jacarepaguá. Ary leciona há 33 anos, aproximadamente. Na entrevista, ele deixa claro que começou a dar aulas por precisar de dinheiro para sustentar-se, não havendo em um primeiro momento qualquer aspecto ideológico em relação à prática docente e sua importância.
Ary fez curso de mecânica no colégio Visconde de Mauá. Não gostava desta área e pensou na hipótese de dar aulas de violão. Apenas pensou, já que ainda não se sentia preparado o suficiente para tal. Antes de tomar qualquer decisão, perguntou a opinião de seu professor - precisava saber de alguém mais embasado se já possuía conhecimento suficiente para ensinar. Recebeu um “sim” como resposta e começou, aos trancos e barrancos. Precisou inclusive do auxílio de um amigo para planejar a primeira aula. Só depois de alguns anos dedicou-se à graduação musical na FEFIERJ, atual Uni-Rio, embora não tenha terminado.
Seu aprendizado do exercício docente deu-se ao mesmo tempo em que o colocava em prática, num processo mútuo de troca entre aluno e professor. Sempre deu aulas individuais, o que na sua opinião tornou sua trajetória mais tranqüila no que tange a indisciplinas, evitou que passasse por situações de conflito comuns em uma sala de aula.
Embora tenha ingressado na carreira de professor sem o élan da função social que cerca esta profissão, acredita sim que o docente é responsável por transmitir valores de cidadania e respeito, não devendo restringir-se à mera reprodução do conhecimento que leciona. Sempre que pode, orienta seus alunos em assuntos importantes como drogas.
Ary também julga necessário conhecer seus alunos, saber seus gostos, influências, expectativas, de onde vêm e onde querem chegar.
A reflexão que trago desta entrevista é sobre o desmonte da figura do professor como algo “engessado”, único detentor do conhecimento, distante dos alunos devido a uma hierarquia imposta, sem a necessidade de aprender ao mesmo tempo em que ensina. A trajetória de Ary nos mostra que é sim possível que haja esta interação professor-aluno de forma que ambos aprendam, o que só ajuda na evolução da prática docente que o professor utiliza.
Ary fez curso de mecânica no colégio Visconde de Mauá. Não gostava desta área e pensou na hipótese de dar aulas de violão. Apenas pensou, já que ainda não se sentia preparado o suficiente para tal. Antes de tomar qualquer decisão, perguntou a opinião de seu professor - precisava saber de alguém mais embasado se já possuía conhecimento suficiente para ensinar. Recebeu um “sim” como resposta e começou, aos trancos e barrancos. Precisou inclusive do auxílio de um amigo para planejar a primeira aula. Só depois de alguns anos dedicou-se à graduação musical na FEFIERJ, atual Uni-Rio, embora não tenha terminado.
Seu aprendizado do exercício docente deu-se ao mesmo tempo em que o colocava em prática, num processo mútuo de troca entre aluno e professor. Sempre deu aulas individuais, o que na sua opinião tornou sua trajetória mais tranqüila no que tange a indisciplinas, evitou que passasse por situações de conflito comuns em uma sala de aula.
Embora tenha ingressado na carreira de professor sem o élan da função social que cerca esta profissão, acredita sim que o docente é responsável por transmitir valores de cidadania e respeito, não devendo restringir-se à mera reprodução do conhecimento que leciona. Sempre que pode, orienta seus alunos em assuntos importantes como drogas.
Ary também julga necessário conhecer seus alunos, saber seus gostos, influências, expectativas, de onde vêm e onde querem chegar.
A reflexão que trago desta entrevista é sobre o desmonte da figura do professor como algo “engessado”, único detentor do conhecimento, distante dos alunos devido a uma hierarquia imposta, sem a necessidade de aprender ao mesmo tempo em que ensina. A trajetória de Ary nos mostra que é sim possível que haja esta interação professor-aluno de forma que ambos aprendam, o que só ajuda na evolução da prática docente que o professor utiliza.
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